SAIBA MAIS
Saúde Bucal na Terceira Idade
Se você cuidar bem dos seus dentes e fizer consultas periódicas com seu dentista, os seus dentes podem durar a vida inteira. Independentemente da idade, você pode ter dentes e gengivas saudáveis se escovar pelo menos três vezes ao dia com creme dental com flúor, se usar fio dental pelo menos uma vez ao dia e se for regularmente ao dentista para exames completos e limpeza.
Por que DEVO Clarear meus Dentes?
Você gostaria de ter um lindo sorriso branco? Seus dentes amarelaram com o passar do tempo? Você não não está feliz com as manchas provenientes do café, chá ou refrigerantes de cola? Qualquer que seja sua razão de querer dentes mais brancos, você não está sozinho. Assim como todos nós temos cores diferentes de cabelo e pele, as pessoas também têm coloração diferente dos dentes. Alguns dentes são mais amarelos que outros, enquanto outros amarelam com a idade. A cor natural de seus dentes também pode ser alterada por muitos fatores. As manchas superficiais e descoloração interna podem ser causadas pelo: O processo natural de envelhecimento. Tabaco (fumar ou mascar), beber café, chá ou vinho tinto, e ingerir alimentos pigmentados como frutas vermelhas. Acúmulo de placa ou depósitos de tártaro. Ingestão excessiva de flúor (mais de duas partes de flúor por milhão de partes de água) quando os dentes estão se formando, o que confere ao dente uma aparência mosqueada. Tratamento com antibióticos a base de tetraciclina durante a infância. Trauma nos dentes pode causar coloração ou marrom, ou cinza ou preta. Há muitas razões para clarear seus dentes, incluindo: Maior segurança e auto-estima como resultado de um sorriso incrível. Aparência mais jovem. Um evento especial como um casamento, entrevista para emprego ou encontro de ex-alunos. Causar uma primeira impressão positiva. Simplesmente para reverter os anos de manchamento e amarelamento diários. Sempre consulte seu dentista antes de iniciar qualquer processo de clareamento. Apenas ele poderá melhor avaliar se você está apto para se submeter a um tratamento em particular.
Medicamentos podem afetar minha saúde bucal?
Sim, os medicamentos podem apresentar efeitos colaterais na boca, dos quais a "boca seca" é o efeito colateral mais comum. Não deixe de informar seu dentista sobre os medicamentos que você está usando, mesmo aqueles que comprou sem receita médica. Os seguintes medicamentos podem causar o ressecamento da boca: Anti-histamínicos (Antialérgicos); Descongestionantes; Analgésicos; Diuréticos; Medicamentos para pressão alta; Antidepressivos. Outros medicamentos podem causar inflamações, ulcerações, dormência, formigamento, distúrbios de movimento, alterações do paladar e, durante a escovação ou do uso do fio dental, sangramento excessivo da gengiva. Se perceber quaisquer desses sintomas, consulte seu dentista ou médico.
O que é gengivite?
Gengivite - uma inflamação da gengiva - é o estágio inicial da doença da gengiva e a mais fácil de ser tratada. A causa direta da doença é a placa - uma película, grudento e sem cor de bactérias que se forma, de maneira constante, nos dentes e na gengiva. Se a placa não for removida pela escovação e uso de fio dental diários, ela produz toxinas (venenos) que irritam a mucosa da gengiva causando a gengivite. Neste estágio inicial da doença da gengiva, os danos podem ser revertidos, uma vez que o osso e o tecido conjuntivo que segura os dentes no lugar ainda não foram atingidos. Entretanto, se a gengivite não for tratada, ela pode evoluir para uma periodontite e causar danos permanentes aos dentes e mandíbula/maxilar.
O que é Bruxismo?
Se você acorda e os músculos da sua mandíbula estão doloridos ou com dor de cabeça, você pode estar sofrendo de bruxismo - um ranger ou um forte apertar dos dentes. O bruxismo pode fazer os dentes ficarem doloridos ou soltos, e, às vezes, partes dos dentes são literalmente desgastados. Eventualmente, o bruxismo pode acarretar a destruição do osso circunvizinho e do tecido da gengiva. O Bruxismo também pode levar a problemas que envolvam a articulação da mandíbula, como síndrome da articulação têmporo-mandibular (ATM).
O que são dentes do siso?
Dentes do siso são os últimos molares de cada lado dos maxilares. São também os últimos dentes a nascer, geralmente entre os 16 e 20 anos de idade. Como os dentes do siso são os últimos dentes permanentes a aparecer, geralmente não há espaço suficiente em sua boca para acomodá-los. Isto pode fazer com que os dentes do siso fiquem inclusos - dentes presos embaixo do tecido gengival por outros dentes ou osso. Se os dentes estão inclusos, pode ocorrer inchaço ou flacidez. Os dentes do siso que erupcionam apenas parcialmente ou nascem mal posicionados também podem causar apinhamento e outros problemas. Como os dentes removidos antes dos 20 anos de idade têm raízes em menor estágio de desenvolvimento e causam menos complicações, recomenda-se que as pessoas entre 16 e 19 anos tenham seus dentes do siso examinados para verificar se precisam ser removidos.
Emergências Dentárias - O que você deve fazer?
Dor de Dente Faça bochechos vigorosos com água morna. Use fio dental para remover quaisquer alimentos presos entre os dentes. Se houver inchaço, coloque uma compressa fria no lado de fora da bochecha. Não utilize nada quente ou coloque medicamentos no dente ou gengiva dolorida. Vá ao dentista o mais rápido possível. Objetos presos entre os dentes Tente remover o objeto com fio dental. Guie o fio dental cuidadosamente para evitar machucar a gengiva. Se você não puder remover o objeto, procure um dentista. No intente quitar el objeto con un instrumento afilado o puntiagudo. Perda de dentes Dentes de Leite. Leve a criança e o dente imediatamente a um dentista. Coloque o dente em um recipiente com leite, água salgada ou com saliva da criança. Se estes não estiverem disponíveis, use água. Se você não puder ir a um dentista imediatamente, Enxágüe levemente o dente em água morna. Não toque na raiz. Para dente de leite: Não tente colocar um dente de leite de volta na cavidade. Coloque em leite frio ou em água e leve-o com você quando for ao dentista. Para dente permanente: Com cuidado, insira o dente novamente de volta em seu lugar. Vá ao seu dentista, se possível, nos próximos 30 minutos. Quebra de dentes Suavemente retire a sujeira ou os fragmentos de dentes da área ferida e limpe com água morna. Coloque compressa fria na face, no local do dente ferido, para minimizar o inchaço. Procure imediatamente um dentista. Aplique pressão diretamente na área da hemorragia utilizando um pano limpo. Mordida na língua ou na bochecha Aplique pressão diretamente na área da hemorragia utilizando um pano limpo. Se houver inchaço, aplique compressas frias. Se o sangramento continuar, procure um pronto socorro.
Fumo X Implantes dentais
Fumar pode provocar insucesso dos implantes dentais Se você acabou de fazer um implante, os pesquisadores da área odontológica aconselham que não fume: fumar aumenta o risco de insucesso do implante dental. Pesquisadores espanhóis estudaram 66 pacientes que receberam 165 implantes e acompanharam sua evolução durante cinco anos. O índice de insucesso do implante em fumantes foi de 15,8%, em comparação com apenas 1,4% nos não-fumantes. "Pessoas que fumam apresentam risco maior de infecção após cirurgia e podem apresentar cicatrização mais lenta", diz Dr. Arturo Sanchez Perez, pesquisador da Universidade de Murcia, Espanha. "Quando um implante é colocado em um fumante, a probabilidade de insucesso é maior". Os implantes são dispositivos manufaturados que são colocados cirurgicamente na maxila ou mandíbula, onde funcionam como âncoras para reposição dos dentes. Eles são feitos de titânio e outros materiais compatíveis com o corpo humano. A cirurgia de colocação do implante pode ser feita no consultório odontológico ou em hospital, dependendo de diversos fatores. Pode-se usar anestesia local ou geral. Geralmente são prescritas medicações contra a dor e, quando necessário, antibióticos. Seu dentista irá lhe fornecer instruções sobre dieta e higiene bucal. Como os implantes requerem cirurgia, os pacientes devem estar em boas condições de saúde, apresentar gengivas saudáveis, possuir osso adequado para suporte do implante e estar comprometidos com uma higiene bucal meticulosa e visitas regulares ao dentista. Se você está pensando em fazer implantes, uma avaliação completa pelo dentista ajudará a determinar se você seria um bom candidato.
Sexo Oral Provoca Câncer de Boca?
A princípio a resposta a essa pergunta pode parecer simples e descabida, mas não é. Partindo-se da premissa que o HPV (Papilomavírus humano) é o principal agente causador do câncer de colo de útero, estando presente em mais de 95% dos casos e que as mucosas do colo do útero e da cavidade bucal são muito semelhantes, o professor Carlos Eduardo X. S. Ribeiro da Silva, defendeu em fins de 2006, na Unifesp, a tese de doutorado, cujo objetivo principal foi exatamente avaliar a presença do HPV nos casos de câncer de boca. Antes de responder a argüição se fazem necessários alguns esclarecimentos. A infecção pelo HPV é considerada uma Doença Sexualmente Transmissível (DST) mais prevalente na população adulta, sendo inegável sua íntima relação com o aparecimento das neoplasias cervicais, pois segundo alguns autores pode estar presente em até 100% das pacientes portadores de câncer de colo de útero. A principal via de transmissão do HPV é a sexual, tanto em homens quanto em mulheres. Existe ainda a possibilidade menos comum de transmissão por outras vias como a sanguínea, pelo canal do parto, pelo beijo e até por objetos contaminados ou vomites. Estima-se que de 10 a 40% da população sexualmente ativa são infectados por um ou mais subtipos de HPV, sendo que a maior parte destas lesões é transitória, ou seja, o sistema imunológico, produz anticorpos capazes de inibir a ação do vírus. Na cavidade bucal, o papilomavírus está associado principalmente ao papiloma (tumor benigno de aspecto de “couve-flor”) e mais raramente à presença de verrugas vulgares e condiloma acuminado. A primeira referência da possibilidade de envolvimento do papilomavírus com as neoplasias bucais foi feita por Syrjanen em 1983, através da observação de alterações histológicas compatíveis com infecção viral associada ao tumor. O câncer de boca é uma importante causa de mortalidade e morbidade no Brasil. Segundo dados do Inca a estimativa da incidência de casos novos de câncer bucal (CEC) para 2007, coloca o carcinoma bucal (CEC) numa posição de destaque tanto no sexo masculino, como no sexo feminino. Além disso, no Brasil infelizmente os casos são diagnosticados tardiamente, quando o prognóstico é pior e a chances de cura tornam-se mais difícil. Estima-se que cerca de 75% dos casos de câncer bucal sejam diagnosticados em fases avançadas, dificultando o prognóstico. O tipo de câncer mais prevalente na cavidade bucal é o carcinoma espino-celular (CEC) representando aproximadamente 95% de todas as neoplasias malignas do complexo maxilo-mandibular. Os fatores de risco para o câncer bucal são segundo o Inca o fumo, consumo excessivo de álcool, exposição à radiação solar (para neoplasias de lábio inferior) e trauma crônico. São conhecidos atualmente mais de 120 subtipos de HPV. Os diferentes tipos de HPV são divididos em dois grupos dependendo de seu potencial oncogênico. Os HPVs considerados não-oncogênicos são os subtipos 6, 11, 42 e 54, normalmente presentes nas lesões verrugosas, papilomas e condilomas. Enquanto que os oncogênicos são os subtipos 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 55, 56, 58, 66, 68, estes freqüentemente presentes nos casos de neoplasias malignas. A referida tese teve como base o estudo desenvolvido na Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP em com a parceria da Universidade de Santo Amaro – UNISA e contou com a análise, através de biópsia, de 50 pacientes portadores de câncer da borda de língua. Foram selecionados para o estudo apenas pacientes do sexo masculino, fumantes, com idade superior a 40 anos, da raça branca e portadores de Carcinoma Espino Celular (CEC) da língua. Tais critérios foram utilizados por serem aqueles que segundo o Instituto Nacional do Câncer – Inca compõe a imensa maioria dos pacientes portadores desta patologia. Os resultados obtidos após análise do material através de biologia molecular (PCR – Reação em cadeia pela polimerase) apontaram que 37 pacientes, ou seja, 74% das amostras estudadas foram positivas para a presença do HPV nas lesões de câncer bucal. Além disso, o fator que mais chamou a atenção foi o fato de que todos os casos positivos apresentaram HPVs em seus subtipos oncogênicos. Portanto, pode-se afirmar que a presença do Papilomavírus Humano – HPV em seus subtipos oncogênicos na cavidade bucal, pode contribuir para o desenvolvimento do câncer. É importante ressaltar que sua simples presença não determina a ocorrência de neoplasias, mas sua associação com outros fatores carcinogênicos como o fumo e o álcool podem aumentar a chance dos pacientes desenvolverem câncer de boca. Carlos Eduardo Ribeiro da Silva, seguindo ainda a mesma linha de pesquisa, está iniciando outro estudo que consiste em avaliar a presença de HPV na cavidade bucal de pacientes de risco para câncer (fumantes, etilistas, etc. ) a fim de se determinar se a presença do HPV pode ser um bom marcador de risco de desenvolvimento de câncer. Portanto, em breve teremos novidades. E quanto ao sexo oral? Bem, sabendo que o HPV é um habitante freqüente das mucosas genitais como já se disse e que sua transmissão na boca ocorre também através de sexo oral, o risco em se adquirir o HPV por essa via é um fato real. Assim, a possibilidade posterior em desenvolver o CEC, é também real. Não se deseja com isso, interferir ou amedrontar as atividades sexuais e prazerosas entre pessoas. Mas é inegável que a cumplicidade, prevenção, conhecimento sobre a doença e acima de tudo fidelidade entre os parceiros é fundamental. Quanto maior a promiscuidade, maior e a chances de infecção pelo HPV. Portanto, as relações sexuais devem e podem ser realizadas de forma destemida, desde que algumas condições sejam relevadas, como por exemplo a prevenção. Em época de AIDS e outras DST, todo cuidado deve ser redobrado. Artur Cerri Presidente da Sope – Sociedade Paulista de Estomatologia e Câncer Bucal.
Transtornos alimentares: o assunto da moda
Os transtornos alimentares são freqüentemente considerados quadros clínicos ligados à modernidade, mas durante a Idade Média as práticas de jejum já existiam e foram compreendidas como estados de possessão demoníaca ou milagres divinos O mundo se acostumou a ver mulheres magérrimas desfilando pelas passarelas, aparecendo na televisão e ditando os padrões de beleza. Para se adequar a esse estereótipo muitas mulheres chegam a cometer verdadeiros absurdos em busca de um corpo magro, sem qualquer sinal de gordura ou flacidez. as, ao que tudo indica, essa "moda" tende a mudar. E quem deu o pontapé inicial foi a Semana da Moda de Madri, Espanha. Um dos eventos mais prestigiados do país proibiu em seus desfiles, que ocorreram em meados de setembro deste ano, que as modelos que tivessem índice de massa corporal (IMC) inferior a 18 kg/m², subissem na passarela. O IMC, adotado pela Organização Mundial de Saúde para saber o peso ideal de cada indivíduo, é calculado dividindo o peso pela altura ao quadrado. Segundo a Associação Espanhola de Estilistas de Moda, promotora do evento, 30% das potenciais participantes não passaram no teste para a série de desfiles de moda deste ano. Na ocasião, o governo espanhol afirmou que quer criar uma imagem mais positiva e saudável da beleza para as adolescentes. A preocupação do governo da Espanha deve-se ao fato de muitas dessas meninas não medirem esforços para se adequarem ao padrão de beleza convencionado nos últimos anos. Muitas delas desenvolvem doenças como anorexia e bulimia. "A anorexia é uma doença em geral crônica. Têm estudos que mostram que mesmo depois de 20 anos de segmento, 50 a 60% dessas moças continuam doentes", revela o Coordenador do Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (AMBULIM), Táki Athanássios Cordás, que também é professor do departamento de Psiquiatria da Universidade de São Paulo. "Essas pessoas têm uma distorção da imagem corporal muito interessante: elas se acham muito gordas apesar de estarem muito magras. Têm pacientes que precisam ser internados para comer, quando estão pesando 30, 32 quilos, com 1,68 m. ou 1,70 m. E elas dizem que estão gordas." A anorexia é uma doença de alta mortalidade — 20% das pacientes morrem por desnutrição, enfarto, ou falha renal. Para o professor Táki Cordás, a melhor definição para anorexia é "uma busca voluntária pelo emagrecimento". Segundo ele, ainda não se sabe exatamente o que origina essa distorção da imagem corporal. De 90 a 95% dos casos de anorexia acomete mulheres. "A anorexia é uma doença de adolescente ou de adulto jovem. É uma doença em que há uma busca desesperada pelo emagrecimento. A pessoa fica com o peso pelo menos 15% abaixo das tabelas que diriam qual é o peso normal para aquela idade e para aquela altura", detalha Cordás. Os transtornos alimentares são freqüentemente considerados quadros clínicos ligados à modernidade, mas durante a Idade Média as práticas de jejum já existiam e foram compreendidas como estados de possessão demoníaca ou milagres divinos. O termo anorexia deriva do grego "an-", deficiência ou ausência de, "orexis", apetite. Significam também aversão à comida, enjôo do estômago ou inapetência. Atualmente o termo "anorexia" não é utilizado em seu sentido etimológico para a "anorexia nervosa", visto que tais pacientes não apresentam real perda de apetite até estágios mais avançados da doença, mas sim uma recusa alimentar deliberada, com intuito de emagrecer ou por medo de engordar. O primeiro relato médico de anorexia foi feito por um médico em 1689, em um livro sobre doenças compulsivas. Foram descritos dois casos de "consumpção de origem nervosa". Bulimia nervosa Ao contrário da anorexia, descrita por vários médicos desde a antiguidade, a bulimia nervosa foi citada, pela primeira vez, em 1979. A bulimia é uma doença que também afeta pacientes que entre 90 e 95% são mulheres. "A bulimia é uma doença de adulto jovem, dos 20 aos 40 anos. As mulheres com bulimia não estão extremamente emagrecidas como as anoréxicas", explica Cordás. "Ou seja, têm bulímicas com peso normal, com peso discretamente abaixo do normal, que não chega a ser 15%, ou até acima do peso." A bulimia nervosa é caracterizada pela ingestão compulsiva e rápida de grande quantidade de alimento, com pouco ou nenhum prazer, alternada com comportamento dirigido para evitar o ganho de peso (como vomitar, abusar de laxantes e diuréticos ou períodos de restrição alimentar severa) e medo mórbido de engordar. "A questão dessas mulheres é que elas morrem de medo de ganhar um grama que seja... elas passam o dia inteiro fazendo ginástica rigorosa, tomando chá laxante, comendo saladinha o tempo todo, mas elas não perdem peso como as anoréxicas. Elas entram num estágio de restrição de alimento tão grande que isso se alterna, e às vezes a gente acha que isso ocasiona uma descompensação, quer dizer: a pessoa vai lá para a geladeira e começa a comer bolo gelado, chocolate gelado, arroz de ontem, feijão de ontem, creme de leite, um pote de sorvete, ou seja, ela tem uma compulsão. Alguns chamam de compulsão, alguns chamam de impulsividade. São dois termos ainda muito discutidos. Então, ela chega a comer numa compulsão dessa, que chamamos de uma crise bulímica, ou de um episódio bulímico, duas, três, cinco, até quinze mil calorias. A média de ingestão de calorias da gente é em torno de duas a duas mil e quinhentas calorias por dia. Elas vomitam, em 95% dos casos elas vomitam, e além de vomitar, usam laxante, usam diurético, usam moderador de apetite." O vômito auto-induzido é extremamente comum, sendo encontrado em até 95% dos pacientes, provavelmente pelo seu efeito de redução imediata da ansiedade. É interessante lembrar que o comportamento de forçar o vômito é muito antigo e pode ser encontrado precocemente na história de diferentes povos da Antiguidade. O termo bulimia tem uma história muito antiga; deriva do grego "bous" (boi) e "limos" (fome), designando assim um apetite tão grande que seria possível a um homem comer um boi, ou quase. Entre os séculos XV e XVIII, diferentes variantes do termo, como os derivados do latim "bulimus" e "bolismos" ou do francês "bolisme", com o mesmo significado anterior, foram empregados na literatura médica na Inglaterra, França, Alemanha e Polônia. Pacientes com bulimia nervosa aparecem na literatura psiquiátrica recebendo outros diagnósticos há mais de um século. Mas, inicialmente foi descrito como comum entre pacientes com anorexia nervosa e posteriormente entre obesos (anos 50), em meados da década de 70, pesquisadores identificaram sintomas bulímicos entre mulheres jovens de peso normal. Anorexia X Bulimia Embora as duas doenças sejam muito parecidas, a pessoa desenvolve uma de cada vez. "A genética parece ser diferente, o tratamento é totalmente diferente os aspectos orgânicos biológicos são diferentes", relata Táki Cordás. Segundo ele, 30% das anoréxicas podem virar bulímicas no futuro. E, de cem bulímicas, mais ou menos umas vinte tiveram anorexia no passado. "A bulimia é muito mais freqüente que a anorexia. Se fala de anorexia em 1% das adolescentes e das mulheres jovens. Bulimia se fala em 5 a 10% das mulheres. Se você falar em mulheres que vomitam de vez em quando, usa laxante de vez em quando, esse número pode chegar a 15%." Normalmente as pacientes acometidas por essas doenças se escondem, recusam ajuda de familiares e, na maioria dos casos, não podem nem ouvir falar em médico psiquiatra. Mas, mesmo sendo uma doença silenciosa, que as faz procurar o recolhimento, muitas dessas meninas se comunicam por meio de sites de relacionamento na internet ou mantêm seus próprios sites. "Muitas delas morrem, tanto que tinha um site chamado pró-Ana, e uma das líderes desse site morreu de anorexia. Isso diminuiu muito porque muitas dessas líderes morreram, acabaram sendo internadas, etc. O que se tem muito hoje são comunidades no Orkut, esses sites pró-Ana diminuíram muito porque essas meninas morrem." A novela Páginas da Vida, da Rede Globo, trouxe para o cotidiano das pessoas a discussão sobre a bulimia. O convívio dessas pacientes com suas famílias, assim como na novela, é bastante conflitante. Quase todas se recusam a procurar ajuda médica ou até mesmo a reconhecer que tem um problema. "Muitas das moças com anorexia vêm aqui (para o consultório) amarradas, e pacientes bulímicas só vem buscar ajuda quando tem alguma complicação física ou depressão, porque o risco de depressão dessas pessoas é muito grande — mais de 70% delas apresentam um quadro de depressão." Odontologia Para evitar o ganho de peso com estes episódios de compulsão alimentar, os pacientes costumam utilizar métodos inadequados de compensação, acreditando que desta forma poderão proporcionar a perda de peso, como a auto-indução de vômitos, abuso de diuréticos e laxantes, uso de moderadores do apetite, atividade física excessiva, entre outros. A utilização destes métodos inadequados traz prejuízos físicos ao indivíduo com bulimia nervosa. Alterações do sistema gastrointestinal (esofagite, gastrite, sangramentos intestinais), alterações dentárias, alterações hormonais e principalmente psíquicas, como depressão e ansiedade, são freqüentemente encontrados nesses pacientes. Segundo o Coordenador do Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Táki Athanássios Cordás, é muito importante que os Cirurgiões-Dentistas fiquem atentos. "Há algumas descrições de cáries dentárias e desgastes por causa do suco gástrico e há também um aumento das parótidas nessas pacientes", explica. "Pacientes que vomitam tem uma hipertrofia, ou seja, um aumento do volume das parótidas. Esses são os sinais importantes. Outros sinais são lesões, machucados nos dedos, porque a pessoa fica enfiando (na garganta) para vomitar." E acrescenta: "O estudo dessa complicação ainda é pouco conhecido entre os dentistas. São doenças que aparentemente cresceram muito em importância epidemiológica." Flávia Travaglini.
Qualidade de Vida e os Dentes
Sabe-se que a qualidade de vida das pessoas está diretamente ligada ao estado de saúde, tanto das articulações como dos órgãos internos, assim como das condições da saúde bucal. Isso é tão mais verdadeiro quando se trata de pessoas idosas, acima de 65 anos de idade. Esse grupo etário se queixa que a falta de dentes dificulta a mastigação e, por isso, a alimentação fica também limitada a alimentos líquidos ou semi-sólidos. Outra queixa é a secura na boca, que pode estar ligada a inúmeros problemas da área digestiva. D.Locker e colaboradores, dentistas da Universidade de Toronto, Canadá, estudaram 225 pessoas, com uma média de idade de 83 anos e que viviam em casas de forma não independente e foram submetidos a 2 testes: Geriatric Oral Health Assessment Index (GOHAI) e uma forma abreviada do Oral Health Impact Profile (OHIP-14) - esse último teste avaliava o nível de estresse e satisfação com a vida. Um terço dos entrevistados considerou o nível de saúde bucal médio ou mau e 20% o considerou muito inadequado. Aplicado o GOHAI, 53% relataram problemas sociais e psicológicos devido aos dentes e com o OHIP-14 somente 17% tinham essas condições. Os autores concluem que esses testes medem adequadamente a qualidade de vida ligada a área bucal e mesmo os mais idosos conseguem avaliar corretamente essa deficiência. Silvio R. C. da Silva e colaboradores, da Odontologia Social, da Faculdade de Odontologia de Araraquara, da Universidade Estadual Paulista, estudam a autopercepção das condições de saúde bucal por idosos. (Rev. Saúde Pública, Agosto 2001, vol.35 no.4.) Participaram do estudo 201 pessoas, dentadas, com 60 anos ou mais, funcionalmente independentes, que freqüentavam um centro de saúde local. Foi aplicado questionário e o índice Geriatric Oral Health Assessment Index (GOHAI), além de um exame clinico. O exame clínico revelou grande prevalência das principais doenças bucais, apesar de 42,7% das pessoas avaliarem sua condição bucal como regular. Os autores concluem que a percepção da saúde bucal teve pouca influência nas condições clínicas, mostrando ser necessário desenvolver ações preventivas e educativas para a população de idosos. Fonte: Community Dent Health. 2002 Jun;19(2):90-7.
O que é faceta (laminado de porcelana)?
O laminado é uma restauração que envolve apenas a face vestibular (frontal) dos dentes. Esse tipo de restauração pode ser executada com resina composta (diretamente na boca do cliente), com resina elaborada laboratorialmente ou, ainda, com porcelana, que traz as vantagens estéticas e de estabilidade de cor, também executadas no laboratório, ou seja, fora da boca.
O que é a cárie?
A cárie é uma doença transmissível e infecciosa. Ela acontece quando há a associação entre placa bacteriana cariogênica, dieta inadequada e higiene bucal deficiente. Quando o açúcar entra em contato com a placa bacteriana, formam-se ácidos que serão responsáveis pela saída de minerais do dente.
O que são implantes dentários?
Implantes dentários são parafusos confeccionados em titânio que são colocados dentro dos ossos maxilares, funcionando como fixação para diferentes tipos de próteses dentárias: de um único dente, de vários dentes, ou até mesmo de todos os dentes. Os pacientes costumam confundir implantes com próteses fixas; na realidade, implantes servem para substituir as raízes dos dentes, em situações de perda ou impossibilidade de aproveitamento destas.
© 2010-2011 Climplant. Todos os direitos reservados
L2 Midia